• O PUTO QUE CRUZOU A EUROPA NO DORSO DE UMA SCOOTER «III – Espanha»

    O jovem aguedense continua a acelerar a fundo na sua scooter. Está atravessado o segundo país, seguem-se mais quatro até alcançar a tão ambicionada concentração motard na Alemanha. Este é o terceiro capítulo de uma reportagem inédita e exclusiva, onde serão contadas todas as histórias por trás de uma aventura que muitos consideraram impossível, até um puto misturar sonho com determinação e provar o contrário.



  • TREVAS DE ESPLENDOR

    O Café fica no Porto. Todas as segundas-feiras é possível descer umas escadas de madeira e aceder a uma cave onde se recita e partilha poesia. Já o conhecia e até já o frequentava, quando fui enviado para cobrir a noite do vigésimo aniversário da iniciativa. Estive algumas horas dessa tarde a conversar com o criador dessa rotina que se enraizou no quotidiano cultural da cidade, o poeta Joaquim Castro Caldas. À noite, regressei à cave para o ver em ação. Fui desafiado pela minha editora a escrever um texto diferente, com alguma ambivalência, que fosse poético sem deixar de ser jornalístico. Gostei do desafio, embora soubesse que ele era impossível. Pedi para o escrever em casa, durante a noite. Comprei uma garrafa de vinho e tranquei-me na sala com os meus apontamentos e um teclado. Quando a luz entrou pelas janelas, estava escrito e embora tivesse consciência que tinha falhado, sentia-me inebriado com a tentativa. Cinco meses depois, o poeta morreu. Este foi o meu testemunho dessa noite.



  • CAMINHANDO SOBRE AS ÁGUAS | O TRILHAR DA AUDÁCIA

    A visibilidade era quase nula, mas quando Pedro Pacheco limpou a neve do visor do altímetro, este marcava 8300 metros. Era a maior altitude alcançada por um português no monte Everest. Estava a apenas 550 metros do topo do mundo, mas quando a tempestade se intensificou, foi confrontado como o eterno dilema da alta montanha. Prosseguir ou abortar. Avaliou e resolveu seguir o conselho da sua intuição que, calejada pela experiência, lhe garantiu imunidade à “febre do cume”, que já encaminhou tantos alpinistas para a morte.
    A história tende a apenas emoldurar os primeiros a alcançar o topo – e ele foi alcançado cinco anos depois por um português (João Garcia) – mas por trás da moldura estão aqueles que ousaram avançar primeiro e trilhar. Pedro Pacheco é um deles e contou-me a sua história numa reportagem publicada em 2007 intitulada “O Trilhar da Audácia”. Não ficámos pela conversa. Levou-me também a atravessar desfiladeiros, explorar grutas subaquáticas e a descer cascatas em rapel, numa atividade que ele introduziu em Portugal, o Canyoning. Também essa aventura se transformou em reportagem: “Caminhando Sobre as Águas”.
    Duas reportagens que hoje recordo, na expectativa que a brisa de aventura que ainda carregam vos despenteie sensorialmente.



  • MANSON: CULTO DE PERSONALIDADE

    O verão de 1969 de Los Angeles viu o seu azul resplandecente ser tingido com sangue. Em duas noites de agosto, sete pessoas, incluindo uma estrela de cinema, foram assassinadas de forma macabra. A cidade acordou amedrontada e cheia de interrogações, todas distantes da crua realidade. Quais os desígnios e motivações? De que tecido foi cosido o vasto manto de cumplicidades que aconchegou um dos assassinos mais mediáticos da história?



  • O PUTO QUE CRUZOU A EUROPA NO DORSO DE UMA SCOOTER «II – A Partida»

    Prossegue a odisseia do jovem aguedense que montou numa scooter e cruzou nove mil quilómetros e seis países, com destino a uma concentração motard num bosque alemão. Este é o segundo capítulo de uma reportagem inédita e exclusiva, onde serão contadas todas as histórias por trás de uma aventura que muitos consideraram impossível, até um puto misturar sonho com determinação e provar o contrário.



  • OS JOVENS, A VELHA E O CIGARRO DELA

    Vivências, nostalgia, criatividade, empenho, sede de partilha. Assim nasce uma web-série. Inteiramente produzida por uma equipa independente do Porto, “A Velhinha que Fuma” está disponível para deambular pelos ecrãs dos vossos computadores e telemóveis. Retirem os avisos de não fumador de ambos os ecrãs que este fumo é daquele que faz rir. In a good way! Wait… is there a bad way?



  • O VERDADEIRO ECTOPLASMA DO FANTASPORTO

    Há uns anos entrei no balneário do Fantasporto. Queria conhecer a famosa mística que o acompanha desde a década de 80. A equipa técnica abriu o caderno e contou-me toda a sua história, as suas curiosidades e particularidades. Os adeptos da claque levaram-me para o meio deles e partilharam a devoção, as experiências e rituais por trás de um quarto de século de fidelidade ao festival.



  • A SERBIAN INTERVIEW

    A Serbian Film foi o filme choque da edição 2011 do Fantasporto e vencedor do Prémio Especial do Júri. Banido em vários países, premiado noutros, não deixou ninguém indiferente. O The New York Times considerou-o “Horrivelmente inventivo e desafiante no seu significado oculto”, o Bloody Disgusting deixou uma sugestão: “Tu não queres ver este filme. Apenas pensas que queres”. E uma organização católica moveu um processo judicial ao director do Festival de Sitges, que resolveu exibi-lo apesar de estar oficialmente banido em Espanha. Desígnios e motivações partilhados na primeira pessoa por Srdjan Spasojevic, autor daquele que já se tornou num dos filmes mais polémicos de sempre.



  • COLECTÂNEA TEXTOS FANTASPORTO 2008

    15 dias e 15 noites enfiado num teatro assombrado. Desafiaram-me e até me pagaram para lá ir. Fui e trouxe algumas histórias para contar: Antevisão de todos os filmes em cartaz; crítica e comentários às principais surpresas do festival; a história por trás de uma das curtas portuguesas em competição; prémios e vencedores. Relatos, imagens e algumas sugestões após duas semanas de assombração.



  • O PUTO QUE CRUZOU A EUROPA NO DORSO DE UMA SCOOTER «I – O Plano»

    Há 15 anos, um miúdo aguedense de 18 anos montou numa scooter e cruzou nove mil quilómetros e seis países, com destino a uma concentração motard num bosque nevado, junto à floresta negra, na Alemanha. Este é o primeiro de uma série de textos – que serão publicados mensalmente – de uma reportagem inédita e exclusiva, onde serão contadas todas as histórias por trás de uma aventura que muitos consideraram impossível, até um puto misturar sonho com determinação e provar o contrário.



  • AS BRUXAS E A CIDADE

    Há uns anos decidi fazer um artigo de fundo sobre o Halloween. Falei com historiadores, antropólogos, comerciantes, membros da comunidade americana do Porto, donos de videoclubes, empresários da noite, tipos mascarados na rua e até com um individuo que reservou a noite para estabelecer contacto com fantasmas. Apesar de não ter ouvido as almas penadas, fiquei com a agradável sensação que não ficou nada por dizer.



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